domingo, 20 de março de 2011

E assim vem o homem...

Dia-a-dia em sua vida
vida mais que rotina
Crédulo e descrédulo...

Vê em si o vazio
Vê nos outros solidão
Cego pela sua própria imagem...

Faz-se partido ao nada
Enquanto acompanha sua própria vida
Vive a fantasia de estar feliz
Mas o mesmo não vê nada...

E assim vem o homem...

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sexta-feira, 4 de março de 2011

Molduras

A eternidade...
Fato genérico do irreal...
Como a falta de cores
Em meio ao quadro mais bonito
Este agora sem grandes conclusões...

Mero desenho, é o que tornastes
Tamanha beleza, que agora, foi jogada fora
Discartada como versos e prosas
de um artista insatisfeito...

O tempo passou
E agora só vejo as linhas daquele que era
O mais lindo trabalho feito...

Nem mesmo as molduras préviamente criadas
Escapam deste efeito que passam a ser agora
colateral...
Linhas e cores, discartadas
de um artista insatisfeito...

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quarta-feira, 2 de março de 2011

Interlúdio

Ouço em meio ao inconstante
Aquela que é tua voz
Que chega a mim quase sem som...

Esforço-me para escutá-la
Mas o que apenas ouço são ruídos
Inconsistentes, dispersos...

Soam em meio ao espaço
Sendo levados pelo vento
Em meio à um interlúdio de algo
Que por ignorância minha
Acabam apenas sendo ruídos...

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